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Summary Resumo de 'O Construcionismo Social e sua Aposta. Psicologia Social Histórica' de Ferrari

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Resumo, explicação e conclusão das ideias principais do texto 'O Construcionismo Social e sua Aposta. Psicologia Social Histórica' de Ferrari.

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O CONSTRUCIONISMO SOCIAL E SUA PARTICIPAÇÃO: PSICOLOGIA SOCIAL HISTÓRICA
Dra. Liliana Edith Ferrari (2012)


Resumo:
O QUE É?

O socioconstrucionismo é definido como um diálogo revolucionário nas ciências sociais e humanas, com o objetivo de promover
a comunicação através das disciplinas e através das fronteiras nacionais. Nesse diálogo, reconhece-se que todas as ideias sobre o
real e o bem são formadas nas relações entre as pessoas, o que significa que nossa percepção da realidade e da moralidade é o
resultado de nossas conversas e acordos.

Essa abordagem deu origem a uma série de temas importantes, como a ideia de que a construção social da identidade pessoal é
o resultado de interações linguísticas, mudando nossa compreensão da psicologia e da identidade. Destaca, ainda, o papel crucial
da retórica e da narrativa na construção da realidade, bem como a importância do poder na determinação de sentidos.

O socioconstrucionismo também aborda a ideia de que as questões psíquicas estão enraizadas em conversas e práticas simbólicas ,
desafiando a noção de uma psicologia individual. Além disso, sua promessa libertadora é reconhecida ao abrir a possibilidade de
múltiplas interpretações alternativas dos eventos e ao questionar o individualismo na psicologia e em nossas vidas.

Ressalta-se a importância da reflexividade na teoria e no método, reconhecendo que as teorias são emergentes da sociedade e
que os métodos científicos servem para ampliar a compreensão social em um dado momento.

Em suma, o socioconstrucionismo oferece uma nova consciência relacional com implicações significativas para a ciência e a vid a
social, permitindo a reinterpretação de categorias sociais e o repensar de nossas percepções de nós mesmos e dos outros.



COMO ISSO ACONTECE?

Para um de seus principais arquitetos, Kenneth Gergen, o construcionismo representa uma alternativa ao positivismo em
psicologia. Enquanto o positivismo incorpora os princípios da modernidade, o construcionismo reflete os desencantos da
modernidade típicos da pós-modernidade. Essa mudança implicou um profundo questionamento dos fundamentos da psicologia
moderna, especialmente do individualismo ontológico em que se baseava.

Gergen introduziu a metateoria socioconstrucionista na comunidade psicológica em 1985, apontando a artificialidade do
individualismo autocontido na psicologia social americana da época. O construcionismo desafia os pilares da psicologia modern a,
incluindo a ênfase na mente individual, a objetividade do mundo cognoscível e a ideia da linguagem como portadora da verdade.

Essa mudança para uma nova psicologia envolve vários aspectos:

1. Abandonar a razão individual em favor da retórica comunitária.

2. Passar de um mundo objetivo para um mundo socialmente construído.

3. Ir além da concepção de linguagem representativa para uma abordagem pragmática da linguagem.

O socioconstrucionismo assemelha-se ao movimento de crítica cultural ou de estudos culturais na medida em que enraíza os
acontecimentos nas interações sociais e nos processos culturais, revelando os princípios opressores da racionalidade individu al e
a contingência cultural da ontologia e dos valores pessoais.



QUEM SÃO OS CONSTRUCIONISTAS SOCIAIS?

Seguindo o trabalho de Estrada, Mesa e Diazgranados Ferráns, vemos duas correntes no construcionismo social. Por um lado,
figuras como Sampson, Harré e Shotter abriram campos de pesquisa e desenvolveram intervenções em áreas como emoção,
memória e identidade. Por outro lado, Parker, Gergen e outros se destacam em questões políticas e ideológico-discursivas. Na
América Latina, Martín-Baró, Montero e outros contribuíram para o diálogo e a difusão do construcionismo.




1
Feito por MatyBuda

, POR QUE A PSICOLOGIA SOCIAL É COMO UMA HISTÓRIA?

O título desta seção parafraseia um artigo de Gergen (2007), que estabeleceu um rumo diferente para os psicólogos sociais da
época ao propor que a psicologia deveria estar mais próxima da história do que das ciências naturais. Gergen argumenta que a
psicologia, especialmente a psicologia social, ignora a fronteira histórica ao estudar os eventos como se fossem atemporais, sem
considerar seu contexto único e irrepetível.

O construcionismo, juntamente com Gergen, enfatiza dois aspectos: a historicidade e a particularidade dos fenômenos
psicológicos. Isso contrasta com a tendência de algumas psicologias de universalizar o conhecimento. Como as interações human as
são flutuantes e circunstanciais, é difícil generalizar e explicar eventos presentes com base em causas passadas.

Gergen argumenta que uma psicologia social historicamente orientada é crucial. Ele explora o impacto da ciência comportamenta l
social e da mudança histórica e social para apoiar sua hipótese. Em suma, essa abordagem busca compreender as interações
humanas em seu contexto temporal e único, em vez de buscar explicações universais e atemporais.



1. O IMPACTO DA PSICOLOGIA SOCIAL

Em relação ao primeiro argumento, Gergen destaca o impacto da psicologia social e de outras ciências sociais na sociedade. Essas
disciplinas são construídas por meio da linguagem e das conversas entre pesquisadores e sujeitos de estudo, bem como dentro da
comunidade científica mais ampla.

As conversas contribuem não só para a geração de conhecimento, mas também para sua disseminação e impacto na sociedade.
Gergen equipara a comunicação científica à publicidade, apontando que o que a ciência comunica tem efeitos significativos na
sociedade.

É importante ter em mente que a construção do conhecimento científico é influenciada pelos vieses avaliativos da comunidade
científica. Por exemplo, mesmo quando um fenômeno como o autoritarismo é descrito de forma neutra, ele transmite
implicitamente juízos de valor que refletem as perspectivas e valores da comunidade científica em um determinado momento.

Esses vieses avaliativos afetam tanto o pensamento da comunidade científica quanto da sociedade em geral, que participa tanto
como objeto de pesquisa quanto como consumidora de resultados científicos. No entanto, a sociedade contemporânea nem
sempre aceita passivamente o que a ciência diz, levando ao que Gergen chama de "fuga para a liberdade", onde as pessoas
desafiam e interpretam as conclusões científicas de forma diferente, mantendo alternativas ao que é estabelecido pelo
conhecimento social.



2. A RELAÇÃO ENTRE MUDANÇA SOCIAL E PSICOLOGIA SOCIAL

Gergen introduz a noção de "efeito iluminismo" como uma nova consideração para a psicologia social em sua tentativa de
ultrapassar os limites da história. Esse efeito implica que o conhecimento adquirido altera a forma como as pessoas agem e reagem,
gerando uma espoliação incalculável. O conhecimento influencia nossas ações e percepções, levando-nos a agir de forma diferente
devido à consciência das expectativas e normas da sociedade.

A ideia de uma psicologia trans-histórica "iluminista" parece atraente, mas Gergen argumenta que os fatos históricos mudam
constantemente o comportamento e as relações sociais, limitando a possibilidade de uma teoria universal do esclarecimento. Po r
exemplo, mudanças nas normas sociais podem alterar a forma como percebemos o julgamento de nosso círculo íntimo versus a
sociedade em geral.

Além disso, Gergen menciona a "teoria da reactância" e a "teoria da autoprofecia autorrealizável", que explicam como as teori as
podem provocar reações diversas e, às vezes, contrárias ao que é esperado. Isso sugere que teorias mais fortes podem ter uma
vida útil mais curta por causa da reação e conformidade que provocam.

Finalmente, Gergen destaca a relação substancial entre as interações humanas e os eventos históricos, argumentando que essa
relação é mais complexa do que a simples conexão entre psicologia e fisiologia. Embora os eventos sociais tenham uma âncora
fisiológica, eles não podem ser totalmente explicados sob essa perspectiva, pois envolvem múltiplas nuances relacionais.



AS CINCO CONSEQUÊNCIAS NO MODO DE FAZER PSICOLOGIA SOCIAL

Em nossa extensa recapitulação da obra de Gergen, as relações entre história e psicologia social têm consequências para o mod o
de fazer e teorizar dentro da disciplina. Seguem-se pelo menos cinco, que caracterizam uma psicologia social que decidiu trabalha r
como uma história.

2
Feito por MatyBuda

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May 7, 2024
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2023/2024
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