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Summary Resumo de 'Representações Sociais e Imaginário Social' por Robertazzi

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Resumo, explicação e conclusão das ideias principais do texto 'Representações Sociais e Imaginário Social' por Robertazzi.

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REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E IMAGINÁRIO SOCIAL
Margarita Robertazzi (2006)


Resumo:
INTRODUÇÃO

A psicologia social tem evoluído oscilando entre abordagens psicológicas e sociológicas. Dependendo da época, um desses polos
tem sido mais acentuado, o que o levou a ser classificado como Psicologia Social Psicológica ou Psicologia Social Sociológica. Por
exemplo, Floyd Allport é considerado representante de uma orientação mais psicológica, enquanto teorias recentes, como as
representações sociais, enfatizam a importância de considerar as origens sociais do conhecimento.

Depois da antiga polêmica oitocentista entre Tarde e Durkheim, hoje podemos afirmar que ambas as disciplinas incluíram o outro
polo. A sociologia incorporou a perspectiva individual, e a psicologia integrou a influência das experiências sociais e dos f atores
ambientais em seus estudos sobre o indivíduo. Ambas as disciplinas se beneficiam e se aprimoram, facilitando a compreensão do s
processos mentais individuais e permitindo que sejam analisados como produtos culturais e históricos.

Na psicologia social atual, vários conceitos são usados para ilustrar essas intersecções, embora às vezes sejam aplicados
incorretamente como sinônimos. Uma análise mais sistemática é necessária para identificar suas diferenças e evitar confusão.
Expressões como atitudes coletivas, representações sociais, imaginário social, ideologia, habitus e mentalidades buscam dar conta
de como aspectos individuais e coletivos se articulam dialeticamente.

Este trabalho terá como foco discriminar e sistematizar os conceitos de representações sociais e imaginário social, que são d ois
dos mais utilizados em nosso país por aqueles que estudam fenômenos coletivos em psicologia.



O ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

A teoria das representações sociais foi formulada por Serge Moscovici, que inaugurou um campo de pesquisa teórico -empírico
para a Psicologia Social há quarenta anos. Em sua tese de doutorado de 1961, Moscovici estudou a representação social da
psicanálise na França, usando pesquisas e análise de conteúdo de artigos de jornal para entender como a sociedade havia
transformado conceitos psicanalíticos em conhecimento do senso comum.

Moscovici identificou três grandes estágios na evolução da psicologia social: atitudes sociais, cognições sociais e representações
sociais. Segundo ele, a disciplina trata do conflito entre indivíduo e sociedade, abordando fenômenos ideológicos e de
comunicação em vários níveis das relações humanas.

Em contraste com o conceito de representações coletivas de Durkheim, as representações sociais de Moscovici são característic as
de nosso tempo e têm uma função simbólica e na construção da realidade. Essas representações são sistemas de valores, ideias e
práticas que ajudam os indivíduos a se orientarem em seu mundo social e se comunicarem dentro de sua comunidade.

Moscovici definiu representações sociais como construtos cognitivos compartilhados que surgem da interação social cotidiana e
fornecem uma compreensão do senso comum. Esses conceitos não são meras opiniões ou imagens; São "teorias" das "ciências
coletivas" que interpretam e constroem a realidade. Basabe, Páez e outros autores as chamam de prototeorías do senso comum.



DIFERENTES DEFINIÇÕES DE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

Desde a definição clássica de Serge Moscovici como "a elaboração de um objeto social por uma comunidade" (1961/79), muitas
outras definições enfatizaram diferentes aspectos das representações sociais.

Para Farr (1985), as representações sociais têm uma dupla função: tornar perceptível o estranho familiar e o invisível. Segun do
Doise (1991), são princípios organizadores das posições adotadas nas relações simbólicas entre atores sociais, vinculados às suas
inserções específicas em um conjunto definido de relações sociais.

Basabe, Páez et al. (1992) consideram que o estudo das representações sociais permite traçar uma prototeoria que facilita a
descoberta de uma narrativa de justificação pública e de uma teoria explicativa do senso comum. Jodelet (2003) as define como
um processo e produto de uma atividade mental que um grupo elabora, definindo objetivos e procedimentos para seus membros.
É um conhecimento socialmente elaborado e compartilhado que circula em diferentes comunidades.




1
Feito por MatyBuda

, CARACTERÍSTICAS DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

No seminário de pós-graduação sobre "Representações Sociais e Memória Coletiva" ministrado por Jodelet na Faculdade de
Psicologia da Universidade de Buenos Aires em 2003, foram apresentadas as seguintes características do conceito de
representações sociais:

1. Relação sujeito-objeto: As representações sociais sempre se referem a algo (o objeto) e são de alguém (o sujeito). As
características de ambos influenciarão a representação.

2. Simbolização e interpretação: tomam o lugar do objeto, simbolizando-o e interpretando-o para dar-lhe significado. Isso os torna
uma construção e expressão do sujeito, permitindo o estudo de aspectos psicológicos como processos cognitivos e mecanismos
intrapsíquicos, integrando também a participação social e cultural dos indivíduos.

3. Forma do conhecimento: São apresentados como uma modelagem do objeto.

4. Eficácia social: São conhecimentos práticos utilizados para agir sobre o mundo e outros, desempenhando uma função de
adaptação prática, que pode ser chamada de engajamento psicossocial.



DETERMINANTES PARA A PRODUÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

Os processos de ancoragem e objetivação são fundamentais para a produção e o funcionamento das representações sociais.

A objetivação é o processo de dar realidade material a uma entidade abstrata, acentuando seu aspecto icônico e igualando o
conceito à imagem. Selecione aspectos específicos das informações disponíveis sobre o objeto, criando um modelo figurativo ou
fundido icônico que represente o abstrato de forma visual. Esse processo naturaliza o conceito, ratificando o modelo figurativo e
elaborando socialmente a realidade.

A ancoragem permite classificar o objeto de representação dentro de categorias sociais existentes. Transforma o objeto em al go
útil, inserindo-o em uma hierarquia de normas, valores e produções sociais já estabelecidas. As representações sociais
transformam o estranho em familiar e funcionam como um modo de conhecimento específico da sociedade. Esse processo é
caracterizado por uma forma de raciocínio onde a conclusão controla as premissas, típicas do pensamento social e distintas do
raciocínio científico. No entanto, as duas formas de pensar não são apenas opostas; eles também se complementam e se nutrem,
como evidenciado pelo progresso científico e pela divulgação da ciência na sociedade.



OUTRAS CONTRIBUIÇÕES ÀS TEORIAS DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

De acordo com as teorizações de Abric (1985), podemos conceber a representação social como uma estrutura sociocognitiva
regulada por um duplo sistema: o sistema central e o sistema periférico.

O sistema central tem duas funções essenciais. A primeira é a organização, pois determina a natureza das relações entre os
diferentes elementos da representação, atuando como unificador e estabilizador. A segunda é generativa, pois dá sentido a cad a
elemento do campo representacional.

O sistema periférico é composto por elementos flexíveis que permitem adaptar a representação à realidade do momento. Esses
elementos periféricos, por serem mais flexíveis, autorizam modulações individuais de representação e participam dos processos
de defesa e transformação das representações.

Apesar de muitas pesquisas sobre o sistema periférico, a natureza e o funcionamento do sistema central não são tão claramente
percebidos. As representações sociais são veiculadas pela linguagem, produzindo e reproduzindo o social, podendo ser analisadas
em dimensões como atitude, informação e campo de representação.

(1992) propõem três dimensões para a análise das representações sociais: informação (conhecimento sobre um objeto social),
núcleo (em torno do qual o conteúdo se organiza) e atitude (dimensão avaliativa em relação ao objeto).

A comunicação social é impossível sem representações sociais compartilhadas, pois elas fornecem significados comuns e permitem
a diferenciação dos grupos. enfatizam que não apenas qualquer estereótipo ou conjunto de crenças ideológicas constitui uma
representação social, mas sim aquelas que justificam ou explicam um conflito intergrupal ou uma realid ade psicossocial
conflituosa.

Um exemplo prático é a pesquisa sobre o uso de álcool por jovens, onde representações sociais são usadas para traçar uma
prototeoria que facilita encontrar uma narrativa justificativa pública. Esses estudos revelam que não basta apelar para ideias ou
informações para uma proposta de prevenção; é preciso construir novas representações sociais.


2
Feito por MatyBuda

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Geüpload op
25 mei 2024
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5
Geschreven in
2023/2024
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